Você lembra como e com quem foi seu primeiro beijo??
É um fato que nós não sabíamos o que estávamos fazendo, muito menos o que esperar dessa coisa não é mesmo??
Quer saber como aconteceu o meu? Continue lendo esse post, depois não esqueça de me dizer como foi o seu, tô curiosa pra saber se foi aleatório como o meu.
A porta foi fechada. "Eu não acredito que elas fizeram isso!"... Dentes... saliva... mãos... mais dentes... muito mais saliva... "gente do céu então é assim?!".
Além da sensação boa (e proibida) de ter o corpo de um menino tão com aquele abraço quente e em movimento, é isso que eu me lembro do meu primeiro beijo.
Nós éramos um grupo 7 amigos entre os 14 e 16 anos, vivendo a vida loucamente, pelo menos tão louco quanto possível quando se é um adolescente cristão.
Nossa maior diversão era nos reunirmos, cada vez na casa de um, pra comer pipoca e ver um filme ou jogar algum jogo. Dependendo do nível de conservadorismo dos pais, era o tipo de filme que a gente assistia, e o tempo que se podia ficar lá.
Homens são bobos e infantis, isso não precisamos nem discutir, então raramente ficávamos entre nós.
Eu tinha 15 anos, e nunca tinha beijado. Não era pela igreja (ah se meu líder soubesse), era por que realmente não tinha achado alguém que valesse meu esforço. Por que mulheres, vamos admitir não é mesmo? É um empenho se relacionar, seja beijo ou sexo. Se dar as mãos já era tenso por que você não podia ter a mão áspera pra não passar má impressão, por que isso era crucial, imagine o resto. Nós passamos a adolescência nos anos 90, pisando em ovos.
Enfim, ele. Vamos chamá-lo de "X". O X era do nosso círculo de amigos e, com toda certeza, o mais confiável para se perder o BV.
(Tá bom, eu jurava para as minhas amigas que na verdade eu já tinha beijado antes, mas é óbvio que elas fingiram que acreditaram, pra eu poder fingir ser descolada em paz ué)
Ele era gentil, doce, e até hoje um dos caras mais legais que já pude conviver. Eu gostava dele, mas era apaixonadinha mesmo era pelo amigo, que aqui será chamado de "Y".
Não, eu não fui rejeitada pelo Y e por isso fiquei X. Não fiquei com o Y pelo simples fato de que ele era a personificação da perda de tempo. O menino tinha alergia a trabalho eu acho, tinha 17 anos e ficava doente cada vez que alguém arrumava um trabalho pra ele, é mole? Como eu ia dizer pro meu pai que tava namorando um ser humano desse? E se não ia poder namorar, pra quê beijar? Ou seja, perda de tempo. Já o X era o tipo de garoto que seus pais iriam amar! (Nossa como eu era madura minha gente).
Espalhei "sem querer" um boato sobre eu estar gostando dele, e como eu esperava, ele soube. Aí meu bem, foi batata, minhas amigas fizeram a mágica delas: Um dia estávamos as meninas do grupo reunidas, até que ele chegou. Pra mim aquilo era tudo muito casual, eu estava sentada no sofá com eles bem tranquilona, até que do nada elas disseram que iriam lá fora e que a gente poderia ficar à vontade. Bom, tão à vontade quanto se pode ficar quando as meninas te trancam com um cara e dizem que você não vai sair enquanto não beijar ele.
E foi isso, um misto doido de emoções. Mas a parte física em si foi muito estranha. Eu só conseguia pensar em que etapa da minha vida eu ficaria boa naquilo.
Não passamos daquele beijo, não lembro nem o por que. Engraçado como algumas coisas do nosso passado simplesmente desaparecem como se não fossem importantes.
O melhor de tudo é que não me arrependo daquele beijo, quando lembro dele é com carinho e agradecimento, pois graças a ele, eu beijei outras pessoas depois. Estava iniciada a temporada de caça.
E aí, o que achou?
A Carol Evaristo

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